terça-feira, 11 de outubro de 2011

A importância do conhecimento   
O sagrado


            A história da humanidade está cercada de mistérios, muitos enigmas que fomentam a sede do saber. Estudar e expor o assunto não são tarefas fáceis, pois mensurar a ordem dos conteúdos e dispor tais saberes de forma harmônica, ordenada e criar canais, que permitam um bom entendimento e compreensão dos fatos requer uma aproximação gradativa da capacidade de assimilação destes conhecimentos, atingindo a exposição dos diversos graus que identificam as descrições dos saberes na forma superlativa, relativa e objetiva, como afirmava o próprio Saint Yves d’Alveydre nos capítulos do livro “O Arqueômetro”.

            Estes fatores exigem uma perspicácia na forma de elucidar  os fatos, visando clarificar as idéias expostas para que as pessoas possam vislumbrar algumas faces diferenciadas dessa imensa variedade de situações que os antigos mistérios nos oferecem, mas o desafio acaba por impulsionar a disseminação do conhecimento, percorrendo os primeiros passos, adentrando os portais que possibilitarão o acesso aos conteúdos esotéricos, que permitirão as montagens das chaves primárias que, devidamente ordenadas, funcionarão como estruturas básicas para os entendimentos que levantarão os véus que encobrem estes saberes.

            Neste processo de apreensão do conhecimento posso sentir dentro de minh’alma os sonhos dos neófitos ávidos por adquirir novos ensinamentos, a busca de profundas percepções que ainda nutrem uma eterna certeza indescritível, cerimonial e divina.  O desafio é contextualizar em uma raiz de entendimento, que contenha uma ordenação linear com início, meio e fim, pois a maioria das teorias encontra-se, aparentemente, desconectadas ou fragmentadas, dificultando a assimilação do conhecimento.          
                  
          Evidenciar a importância dos estudos, as mais variadas teorias e as vivências de nossos ancestrais, este é o grande objetivo da vida, pois essas atitudes não trazem fantasias ou fórmulas mirabolantes, pelo contrário, serve como aviso aos que desejam “fazer chover”, principalmente para os que tratam os conhecimentos dos mistérios como propriedade privada e se esquecem dos princípios e regras contidas nos estudos e práticas destes assuntos, muitas vezes desconhecendo os reflexos de sua Lei.
         
            As vozes ressonantes dos grandes hierofantes ainda ecoam pelo mundo através de seu verbo eterno, geração após geração, as chamas sagradas dos preceitos herméticos iluminam os corações dos desejosos, ávidos por conquistar estes saberes à sombra do carvalho, nas brumas da nossa ancestralidade.

             No altar da vida, diante do grande templo da humanidade, ainda se pode ouvir os trovões que vêm de todos os montes sagrados do mundo, o Verbo Divino que sustenta a permanência da chama do saber, mantida século após século pela misericórdia e benevolência de seres luminares, são jóias da sabedoria, que emanam seus brilhos perpétuos possibilitando acessos aos ensinamentos que funcionam como chaves, que abrirão as portas da morada divina, onde encontra-se o legado destes Mestres Ancestrais que através dos ciclos angelicais, periodicamente, sensibilizam as almas que estão prontas para receber as revelações.

            Finalizando estas primeiras considerações, tomo emprestadas as palavras de Saint Yves d’Alveydre ao destacar o dia da revelação do selo sagrado, arqueométrico, afirmando: “Quando os primeiros Mestres da Humanidade, os patriarcas, na flor da virgindade psíquica, chegaram à confirmação do Verbo pelo seu caráter exotérico, sentiram no coração o choque do Deus vivo. Até na mais profunda solidão, sentiram que essa emoção não vinha só deles, mas que era dupla, compartilhada e, ao mesmo tempo, recíproca, com uma doçura de atenção e de energia, ao mesmo tempo humana e sobre humana”.

            Estas sábias palavras falam por si, emocionam e expressam o que é verdadeiramente superior, para que não caiamos na retórica que mal diz e despreza os místicos, confundindo-os com pessoas de “mente aterrorizadas, feiticeiros, sábios falsários e sacerdotes em delírios”.






10 comentários:

  1. Orlando, decifrar enigmas é fascinante. Com o seu conhecimento, então, nem se fala! Parabéns pelo blog. Tô seguindo os posts!

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  2. Parabéns! O blog foi muito bem iniciado. Fico feliz por poder compartilhar do seu conhecimento.

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  3. felicitaciones mi querido hermano, gracias por compartir la luz de tus conocimientos. recibe un abrazo de luz y mi cariño desde cancun mexico... irene (paheba)

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  4. Obrigada pela gentileza de compartilhar algo tão precioso!
    Revelar e explicar algo tão complexo é das tarefas mais instigantes.
    Luz, proteção e ação!

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  5. Que bom relembrar aquelas tardes maravilhosas em que nos deliciavamos com o aprendizado durante a construção das mandalas. Parabéns pelo Blog que está realmente fantástico. Myriam

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  6. estou aguardando impaciente a matéria do tarô..

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  7. Orlando,
    Ressalto que mesmo entre aqueles que asseguram saber o que praticam, percebemos que já se esvaeceu o conhecimento iniciático que sustentaria ou despertaria magneticamente o energismo que apontam manipular. Em breve, tais cultos espirituais, seitas, facções entre outros serão abandonados, por desnecessários, serão desmistificados...
    Parabéns pelas aulas e desde já agradeço a oportunidade!
    Abraços!
    Walter Ramirez

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  8. Peço licença para dizer que este site é extremamente enriquecedor. A didática do autor é envolvente, pela mesma razão que é eficiente. Nesse sentido, penso que hoje nós podemos observar uma ferramenta tecnológica ser usada com fins de esclarecimento para uma sociedade - decaída e adormecida - que precisa encontrar meios de gerar novos e bons frutos para esse espaço de comunicação, a internet. Nesse sentido, um avanço na possibilidade de des-velar o que se torna uma via [leitura] de difícil acesso para muitas pessoas entenderem é de extrema relevância. Assim sendo, a leitura que o autor faz do Arqueômetro é imprescindível para aqueles que querem encontrar condições de continuar lendo essa bela obra, o Arqueômetro, sem se desesperar ou alienar. Para tanto, é possível encontrar um esforço do autor do site em garantir, com muita paciência, que os passos de cada instante, ou de cada lugar específico da obra, possam ser desdobrados e re-dobrados à maneira de um caleidoscópio, com a atenção que cada capítulo ou cada conceito merecem. Portanto, me resta dizer que o autor está de parabéns por insistir em girar esse grande "caleidoscópio" mágico, para nos fazer entender os aspectos mais ínfimos da obra. Por esses motivos e por tantos outros que não carecem de mais delongas, posso dizer que o Orlando merece todo reconhecimento tanto da comunidade acadêmica e intelectual quanto das instituições religiosas.

    Parabéns e muita luz em sua caminhada.
    Diogenes G. M. Silva.

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  9. Orlando, se adotarmos as letras do Arqueômetro como referência, e acredito que não tem como ser diferente, deve-se entender que as outras letras geradas a partir dele ou de outro alfabeto posterior serão necessariamente corruptelas do mesmo. A ideia é saber diferenciar a “escrita” definida no Arqueômetro e a “escrita” cursiva, visto que esta costuma ser bastante diferente da sua equivalente.

    Acredito que esse é um dos motivos, entre outros associados à degeneração, que Saint – Yves delineia a formação de cada de cada letra após a apresentação da sua imagem.

    Ir:. veja se entendi, a formação é bem simples, não foi inventada, é só seguir a lógica da formação das cores que existe há tempos, ou seja, a cor branca representa as letras arquétipos (A, Th e S) - Deus, as cores primárias amarelo, azul e vermelho representam as letras primárias (Sh, Ts e G) - Sol, por seguinte as cores secundárias verde, lilás e alaranjado representam as letras secundárias (C, B e D) - Lua, logo a formação das letras no aspecto planetário é determinada pela proporção ou intercruzamentos dessas cores em maior ou menor quantidade. Ademais, após a formação de cada letra planetária pela autológica da formação das cores, fica fácil entender o movimento de translação de cada uma em relação ao centro do Arqueômetro. Isso irá se desdobrar para as letras dos signos...

    Abraços!

    Ramirez

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  10. Sr Orlando, como posso adquirir um exemplar de seu livro? porque não há mais disponível nas livrarias

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